Risco de Renegociação na Renda Fixa, o que é isto

Risco de Renegociação na Renda Fixa, o que é isto?

Tem algo que tem passado despercebido pelos pequenos poupadores ou investidores iniciantes, que tenho procurado alertar no Curso Como Aplicar em Títulos Públicos e Renda Fixa e no site www.comoaplicar.com.br, o que chamo aqui de risco de renegociação em uma aplicação de renda fixa.

Vi que esta pergunta era recorrente nos meus cursos e criei alguns slides para mostrar claramente a diferença entre aplicações de curto e longo prazo.

Muitos perguntam: qual a melhor aplicação?

E respondo, sempre: depende! Depende do prazo que você quer, do valor investido e das necessidades de liquidez de curto prazo que cada investidor possui.

Por exemplo, digamos que uma Letra de Crédito Imobiliário esteja pagando 100% da taxa DI, isenta de imposto de renda para a pessoa física pelo prazo de 180 dias. É uma excelente aplicação, mas note que esta vantagem só vale por 180 dias. E depois? Depois, pode ser que as condições de mercado tenham se alterado, e na renovação, você passe a ganhar 85% da taxa DI.

Agora vamos confrontar tal aplicação com um papel chamado Tesouro SELIC, que paga 100% da taxa SELIC pelo prazo de 6 anos, mas não está isento do imposto de renda. Qual deles é o melhor?

Podemos afirmar que o primeiro, a LCI é sem dúvida melhor nos primeiros 180 dias, mas como não conhecemos a taxa a vigorar em prazo futuro, podemos dizer que incorrermos no risco de renegociação na renda fixa neste papel, tendo em vista que no Tesouro SELIC a taxa já está pactuada por 6 anos.

Assim, não é possível comparar papéis com prazos de vencimento diferentes justamente por causa do risco de renegociação.

O que vale mais: um Tesouro IPCA 2019, com taxa fixa de 7% ao ano ou um Tesouro IPCA 2024, com taxa fixa de 6,3% ao ano?

O primeiro é mais valioso até 2019, mas quando ele vencer, nós não sabemos hoje as condições futuras de mercado, e daí, podemos ao final de 2019, comprarmos papéis com taxas muito inferiores a 6,3% ao ano. Assim, não sabemos qual terá melhor desempenho.

Assim, oriento que carteiras de curto prazo têm que serem comparadas entre si, com prazos semelhantes e distinguir claramente das opções de longo prazo, cujo risco de renegociação é muito menor. Logo, minhas dicas são de que cada investidor monte duas ou três carteiras, visando curto, médio e longo prazo, necessariamente, e logo, minimize o risco de renegociação de papéis na renda fixa.

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